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Noosfera

Pensamentos Meus

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Sex | 15.03.19

O coma

Rosa Rosa Ramos Aguiar

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Nada é mais frustrante do que o coma induzido pelo carregador do telemóvel. 

 

Hoje há  uma dependência muito grande dos nossos filhos ao telemóvel...

A  jogos online.

 

Nem é  facebook.

 

Ainda se fosse era mau,  mas não  tanto.

 

Sei que há  juventude que partilha vidas falsas nas redes sociais ...Tudo  é válido  ao istagran.

 

Mas nem é isso... É  viver uma personagem num jogo.

 

É  perigoso quando vivem isso... Já  nem é  divertido  sair, ir ao banho... ver TV.

 

 É  melhor cortar o mal pela raiz!

 

É  dificil ter um filho em coma ou com cancro e olhar pela janela sem forças  e desejar tanto estar saudáve.  Brincar, correr  nadar...  respirar e pular na relva.

 

Mas é  tão  triste ou mais ter um saudável que pode tudo e nao o quer!

 

Não  está  numa cama de hospital...

 

Está  agarrado ao carregador do telemóvel. 

 

É uma luta tão severa, tão  desgastante... que nos leva ao limite..o pior que há  em nós  sai para fora,  pois repreender, não adianta... 

 

 

Hoje eu tive uma luta com isso..

De nada  serviu gritar... ameaçar. 

Só  fez o que de pior há  em mim reaparecer e, me tornar em alguém  muito mau..

Chorar e lutar contra os meus  instintos de levar à  força. ..

 

Então  aí... vi o limpar e esfregar as torneiras da casa de banho como um castigo, uma maneira de eu não  usar a força. (Porque me apeteceu dar umas bolachas bem grandes).

 

Porque tem todo o conhecimento à mão, tem consciência  do que é  errado... sabe que até que cedi em muitas coisas.

 

Porquê?  Porque?  Não  acorda!!!!

 

Porque não vê que é  uma luta, que quero que VIVA.

 

Temo que diga palavras que magoem e que limitem que poderia ser.

 

Temo que me odeie, ou que apague aquela magia de tanto amor 

 

Conversei  e expliquei que estou aqui para tudo o que houver para melhorar o será  feito em conjunto...

 

O tempo passa, não  volta atrás, nem mesmo olhar para trás  é válido. 

 

Porque  isso não mudará  nada.

Eu sei que não  sou perfeita  e tambem eu agi mal. Disse coisas que magiaram muito. Mas que eram precisas de serem ditas. 

 

Dói como se uma lança me fosse lançada e me atingisse mortalmente.

 

Mas quem disse que o papel de mãe  era fácil? Ninguém,  porque não o é...

 

E se eu falhar enquanto mãe, enquanto ser humano... enquanto consciente. 

 

Nunca serei perdoada não pela minha filha... mas por mim mesma! .